Da Pop de merda, para em síntese dizer tudo.
É isso que Michael Jackson no fundo representa, não me metendo a jogo numa discussão das suas qualidades - qualidades essas que posso estimar, sem nenhum choque. E consigo ser perfeitamente sério e honesto para lhe reconhecer, no tempo, o longshot. 70's, Motown, Quincy Jones, disco-sound e visão. E forma. E repetindo a palavra - mas neste discurso -, síntese perfeita. E a partir daí, marketing, persona, dinheiro. Partindo 30 anos antes, outra novela Maddof que acaba pela mesma altura. Como uma corrente de ar.
E discordo, - a música de Michael Jackson, a tal que nos últimos quinze anos esquecemos - não vai durar para sempre. Mas vai durar bastante ainda, seguro. Pela mão de todos os seus sucedâneos. Por 99% da música que nos chega dos EUA e que sim, tem origem em Michael Jackson, e em resumo é má. Muito má. Forma apenas a nadar em círculos. Sem nada, sem essência, sem alma, sem segundos de eternidade.
A morte de Mickael Jackson produz um efeito global como se o McDonnald's falisse. Alguém que já nem era rei dele mesmo e deixa mundo e meio apenas com o Burger King.
Regado a Pepsi, claro. Que também é uma merda.

2 comments:
Pá, veste um lençol e mete uma Bíblia numa mão e mete-te ali na Baixa em cima de um caixote a apregoar isso aos sete ventos, que isso não pode ficar-se por aqui.
O Mundo precisa de ti para ouvir a verdade.
Para te ser mesmo sincero, ir a Lisboa cansa-me...
Abraço.
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